Não é final da Copa do Mundo, mas os brasileiros estão comemorando como se fosse. Após a vitória histórica de Fernanda Torres no Globo de Ouro, ela e o filme Ainda estou aqui, dirigido por Walter Salles, foram indicados ao Oscar.
O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira, dia 23, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, nos Estados Unidos.
A indicação a melhor filme em língua estrangeira já era amplamente esperada, pois o longa-metragem brasileiro teve uma trajetória de muito reconhecimento desde a sua estreia no Festival de Veneza, no ano passado, de onde saiu com o prêmio de melhor roteiro para Murilo Hauser e Heitor Lorega.
Todavia, a indicação de Torres pode ter surpreendido alguns. Fato é que a atriz ganhou muito destaque após ser a primeira brasileira a levar um troféu de atuação no Globo de Ouro. A sua vitória na categoria dramática frente a estrelas como Nicole Kidman e Angelina Jolie fez com que ela passasse a figurar entre as cinco favoritas a serem indicadas ao Oscar em muitas listas de previsões.
O Temporada, site que faz parte do ecossistema da Insígnia, já em novembro de 2024 trouxe um artigo acreditando na indicação de Torres e explicando os motivos para isso. Um dos pontos elencados foi ela estar na mídia. Quanto mais se fala sobre a obra, seus personagens e seus realizadores, mais exposição há para alavancar candidaturas. Confira o artigo completo clicando aqui.
A maior surpresa de todas, entretanto, foi a indicação a melhor filme. Este é um feito extraordinário para a obra brasileira, até mesmo porque desbancou nomes como The seed of the sacred fig e All we imagine as light.
Desde Cidade de Deus, película de 2002 dirigida por Fernando Meirelles, que o Brasil não fazia tanto sucesso no Oscar. À época, a obra sul-americana foi indicada nas categorias de direção, roteiro adaptado, direção de fotografia e edição.
Hoje, Ainda estou aqui escreve mais uma página na história do cinema brasileiro. É a cultura como fonte de orgulho para o seu povo. Melhor ainda que seja com um filme sobre a luta contra a repressão ditatorial.



Deixe uma resposta