Estados Unidos aceleram catástrofe climática com atos de Trump

Em seu primeiro dia de mandato, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma série de decretos, alguns deles atacando o combate às mudanças climáticas.

Uma das iniciativas foi tirar os EUA do Acordo de Paris, um tratado internacional no qual quase 200 países concordaram em trabalhar juntos para limitar o aquecimento global em 1,5º de aumento na temperatura média da Terra em relação aos níveis pré-industriais — neste ponto, vale destacar que 2024 foi o primeiro ano da história a ultrapassar essa meta.

Cabe ressaltar também que durante o seu primeiro mandato, Trump já havia retirado o país do acordo, algo que foi revertido mais tarde quando Joe Biden chegou ao poder.

Atualmente, os Estados Unidos são o segundo país mais poluidor do mundo, atrás apenas da China. Muitos temem ainda um efeito cascata com outros países e grandes empresas igualmente dando as costas para o compromisso de frear a catástrofe climática que está em curso e diariamente pode ser provada com eventos extremos ocorrendo cada vez mais ao redor do mundo.

Outro decreto assinado por Trump declara emergência energética nacional. Seu intuito com isso é aumentar a produção de combustíveis fósseis. Vale lembrar que durante a campanha eleitoral de 2024, o republicano recebeu cerca de US$ 75 milhões de representantes de empresas de petróleo e gás. Se você contar todos os doadores de alguma forma ligados aos combustíveis fósseis, o valor mais que quintuplica, de acordo com a organização Climate Power — e isso que estamos falando apenas do dinheiro que conseguiu ser rastreado.

A quantidade gasta de dinheiro pode parecer grande, mas não chega nem perto do quanto as empresas poluidoras ganham de subsídios governamentais. Conforme o New York Times, com base em análise do Fundo Monetário Internacional, os subsídios para empresas americanas de combustíveis fósseis são de US$ 700 bilhões ao ano, contando cortes de taxas e cobrança menor do que deveria de custos ambientais.

Em suas ações no primeiro dia de mandato, Trump também atacou o Green New Deal, uma iniciativa do governo Biden para criar empregos “verdes”, regular a indústria dos combustíveis fósseis e limitar a poluição. Todos os gastos com o Green New Deal foram congelados por meio de decreto do novo presidente.

Essa guinada conservadora inclusive já faz com que se especule que a COP30, que será realizada em Belém, no Pará, possa ser malsucedida a partir de esforços da Casa Branca de minar o encontro sobre o clima.

Com todos os atos anunciados, Trump nega um futuro para as novas gerações. A esperança que há é de que outros países aumentem seus esforços no combate às mudanças climáticas e façam com que os Estados Unidos e sua indústria poluidora caiam no ostracismo.

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